27.4.12

coracao ditador

Apaixonar-se é uma delícia. Amar alguém é uma delícia. Gostar da presença de uma determinada pessoa, também. Mas, supor que essa pessoa, a partir de um certo dia, só comigo pode ter alegria, tesão e prazer; supor que essa pessoa só pode ser feliz — exclusivamente ao meu lado — isto é patético! O que está por trás dessa suposição absurda é o desejo de controle. Um sentimento de inferioridade latente que deve ser compensado com demonstrações de força. O ciumento tem um coração de ditador. Um coração egoísta... Supor que se pode deter o controle das emoções do outro é lamentável, para dizer o mínimo. São idéias malucas de grandeza.

5 comentários:

Edson Marques disse...

O amor tem que ser livre. Se não for livre, não é amor: é outra coisa.

http://mude.blogspot.com.br/2012/04/coracao-ditador.html

Edson Marques disse...

Eu não quero que o ciumento seja livre, eu não quero que o crente vire ateu, eu não quero que o gordinho emagreça, eu não quero que o depressivo se livre das drogas, eu não quero converter absolutamente ninguém.

Eu só quero que eles pensem.

E dar-lhes um buquê de flores e estrelas, todos os dias...

Edson Marques disse...

Quando o egoísmo já não nos basta, a gente vira zen.

VIDA E LIBERDADE disse...

Apaixonar-se é assinar sua presença neste mundo...é assinar a vida...é ser cúmplice do Amor...Ser motivo da alegria do outro, deve ser bom desde que não seja prejudicial a ambos..É como a bebida, tem que ser tomada com moderação...se exagerar ela prejudica...Em doses homeopáticas não é prejudicial... mas para isso, a própria pessoa tem que ter raciocínio lógico e não o outro que está apenas assistindo o desenrolar do fato, ou mesmo participando como coadjuvante...rs...
Pensar é mesmo a melhor solução...poeta!

beijos e bom dia! São 6h40... vou tomar o café que acabei de preparar...Está servido?
adoro você...porque você você é o melhor pensador, e poeta que já conheci...

Marilis
(Lisa)

Edson Marques disse...

Marilis,

Gostei do teu comentário, muito.
A exigência de exclusividade é mesmo uma coisa mesquinha...

Flores!