24.1.12

lua

Acabo de ver a lua, envolta em nuvens, como que protegida por elas. Ou aprisionada por elas, talvez. Contudo, sabemos que a lua não precisa de proteção nem se deixa aprisionar. A lua é que nem o meu amor. Ela está muito acima das nuvens. As nuvens são todas passageiras, a lua permanece a mesma. Aliás, a lua também muda — mas não a sua essência. Ela gira sobre a Terra, numa espécie de dança espiralada, um frenesi a milhares de quilômetros por hora. Enquanto dança, ela nos permite que lhe vejamos outras faces. Tem a face que parece minguar, a que parece crescer, a renovada e a completa. E, seguindo o que lhe disse Jesus Cristo certa noite, quando lhe acariciamos a fase esquerda, a lua nos mostra também a direita. A lua sempre me fascina. Quando olho pra ela, meu coração me ilumina.

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