Não se vende o coração de um homem livre. Nem mesmo por amor.

Mude

30.4.11


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29.4.11


... o cara que pintou este quadro às vezes não tinha dinheiro nem pra comprar um pastel...
O nome dele era Van Gogh. Dizem que ficou louco — mas era só um gênio fazendo história.

Embora seja insuportável para quem já perdeu a lucidez, a Loucura é a única salvação. Por isso recomendo aos "normais ainda saudáveis" que procurem o caminho poético da Loucura gostosa. Claro que não me refiro à loucura inconsciente, a transtorno bipolar, esquizofrenia, psicose, ou algo semelhante. Eu me refiro à loucura criativa de Osho, de Dali, de Cioran. Eu me refiro à loucura brilhante de Nietzsche, de Jesus e de Artaud; à loucura sagrada de Van Gogh, Henry Miller e Picasso. Eu me refiro à loucura que está ali — aqui — a quase 360 graus da sanidade. Eu me refiro à fuga da escuridão chamada Norma. À quebra radical de todas as correntes opressoras. Ao abandono puro e simples do rebanho. Eu me refiro à loucura luminosa dos criadores de mundos. À loucura dos amantes da liberdade absoluta. Esta, a loucura que (me) (te) (nos) encanta...

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28.4.11

Amar é permitir sempre.
Amar é deixar que o outro vá
ou que fique, se assim o desejar.
Amar é ter um respeito absoluto
pela própria liberdade
e pela liberdade do outro.
Amar é compreender sempre.
E isso não significa apenas
entendimento racional,
vai além, muito além:
amar é reconhecer
afetuosamente
o direito que o outro tem
de fazer suas escolhas.


Mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam.

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27.4.11


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26.4.11

O auge de uma paixão está sempre no começo dela.
Dê um click aqui e veja o que penso a respeito.

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25.4.11


Foi nesta paisagem que escrevi o texto de hoje.
Como se pode notar, eu não moro no Litoral.
Eu moro no Clitoral.

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Sento-me aqui, ao lado do Oceano Atlântico — e fico pensando na vida. Olhando este mar azul do Guarujá, e ouvindo a Barcarolle de Offenbach. Dois ou três cacos de céu no meu caminho, dois pedaços de silêncio onde se ampara a minha voz. Tomo um copo de vinho, e vejo que meu corpo tem muitos sentidos — e minha alma, muitas razões. Talvez por isso é que eu preciso de metáforas lógicas para dizer-me louco.

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24.4.11

Não quero nem saber se tem luz no fim do túnel. Quando entro nele já acendo a minha.

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Às vezes, não me basta uma deusa perfumada com Fleurs de Rocaille, vestido de seda, anéis de brilhante, pulseiras de ouro, pós-graduada na USP, discutindo Heidegger. Às vezes, eu quero mesmo é essa menina descalça, queimadinha de sol, vestida de chita, deitada e sorrindo no meu colo, tomando água de coco num canudinho cor de laranja, delicadamente, e olhando crepúsculos à beira do mar. Uma menina que me compreenda as loucuras, que adore esse meu inocente amor desgovernado — e que me ame por uns tempos. Mas que não me ame muito nem demais... E que depois desapareça, deliciosa, com a mesma alegria e gostosura com que veio.

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23.4.11


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Hoje você tem várias opções.
Uma delas é continuar aqui, pensando na vida.
Outra é largar tudo agora mesmo, e sair correndo para encontrar um grande amor.

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22.4.11

Eu sempre falo de Deus com o mesmo respeito com que falo de Mim.


Um pescador louco, um camponês, um sapateiro, uma prostituta. Dizem que esses foram os primeiros que entenderam Jesus. Pedro jogou a rede, e sequer a recolheu... Por que você não segue o teu próprio coração — assim como Pedro seguiu Jesus?


Aos seis anos de idade Jesus foi buscar água no Rio da Prata e quebrou a moringa. Teve que trazer a água num saco de pano que fez com a própria camisa. Maria nem se espantou. Mas o primeiro milagre público foi feito a pedido da Mãe, numa festa, quando Ele transformou água em vinho. Podia ter sido em suco de laranja, ou até mesmo em leite, mas isso não demonstraria bom gosto. Tinha que ser um cabernet sauvignon!


Quando José morreu, deixando Maria com um punhado de crianças, Jesus, primogênito, teria que assumir a marcenaria. Porém, entre ser microempresário ou transformar-se em Deus, não teve dúvidas: saiu de casa — e botou o pé na estrada. Foi cumprir o seu destino genial. Foi criar histórias para Tomé escrever um livro. O resto vocês já sabem.

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21.4.11


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Deus só derrama flores nas cabeças abertas.
Não feche a tua.

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20.4.11

Ontem foi aniversário do meu pai. Que talvez não tenha sido, como supúnhamos, um simples comerciante de pedras preciosas no interior. Embora racional demais, talvez fosse um poeta. Pena que não teve tempo de ficar completamente louco: morreu com 49. Causa mortis: pressa. Vivia correndo. Só deu tempo de ter duas ou três amantes...
Além das suas recomendações sobre jamais andar de sapatos velhos — e nunca sair com as nossas empregadas — há outras dele das quais me lembro agora:
1. Não carregue pacotes.
2. Não economize na comida.
3. Seja dono do seu próprio negócio.
4. Beba pouco.
5. Estude bastante.
6. Não fume.
7. Não minta.

Quando eu fiz doze anos de idade, ele me deu uma enciclopédia, um rádio portátil e uma assinatura do jornal Estadão. E um abraço forte. Isso mudou minha vida.
Dê um click aqui para lhe ver um pouco da história.

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19.4.11

Culpa, medo, ódio, vergonha, ciúme ou rancor: eu não sinto nada disso.
— Eu só sinto Amor.


E você?

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18.4.11

Eu quero que você morra!

Esse é hoje o meu desejo mais sincero. Eu realmente quero que você morra. Mas que essa tua morte seja apenas a do teu modo errado de viver. Que morra só esse teu lado emocionalmente fraco, tedioso, triste, cambaleante. Que você morra como Jesus morreu: metaforicamente.

Crucifique teus anseios bobos, desfaça-se do que não presta, desmonte as relações que te oprimem, abandone agora mesmo essa vidinha inexpressiva. Dê um belo salto profundo. Morra. Mas morra com um só e claro objetivo: ressuscitar gloriosamente logo mais. Nem precisa esperar três ou quatro dias, nem precisa ser parente do José de Arimatéia.

Lembre-se: até Jesus teve que "morrer" um dia para subir aos Céus... Mas não caia na besteira de morrer de verdade, nem de morrer aos poucos. Morra muito e morra logo. E que essa tua morte seja só a morte do teu modo errado de viver.

Eu quero que você viva!

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17.4.11

“A esperança é um sonho que caminha”, disse Aristóteles. Mas nem sei por que me lembro disso agora. Só espero que você perca o medo antes de perder a esperança. Espero que você mostre o avesso da Pandora ao avesso da caixa, e o avesso de si a si mesmo. Que não se contenha em mostrar só o Continente, mostre também o Conteúdo — oceânico. Faça como eu, que abro-me, que mostro meus avessos, entranhas coloridas e inteiras, exponho-me como doces invertidos num balcão de sacrifícios. Então, meu interior se agita, cria coragem e resolve mostrar seus próprios avessos. As conhecidas entranhas se reviram gloriosas e se abrem para dentro. Descubro que minha parte mais profunda é o contrário dos meus avessos, e que o lado de dentro do meu lado de fora é a fantasia louca que de amor me veste.

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16.4.11


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15.4.11

Exigir do Amor que seja eterno é traí-lo já no início.

A memória de um Amor brilhante é muito melhor do que o risco de vê-lo morto, estrebuchando no meio da relação. Portanto, respeitem o seu próprio coração: Separem-se no pico!

O Amor é uma curva.
Depois do Pico não existe mais nada.
Lembrem-se: Só a perda abre caminho para o Novo.
E o Novo é fascinante...

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A longo prazo, falar a verdade custa bem menos do que mentir. A energia que você gasta defendendo até mesmo aquelas verdades um pouco mais doloridas, chocando eventualmente alguns espíritos despreparados para o sublime, e suportando as conseqüências que podem ser graves, essa energia acaba sendo muito menor do que aquela de você gastaria para suportar, nos dois principais sentidos, uma relação morna e desgastante, baseada na mentira e na dissimulação — e por isso mesmo quase sempre insuportável. Sei que às vezes você, de alguma forma, quer manter uma relação qualquer, que parece importante, e precisa mentir para que ela não se quebre. Tudo bem que assim seja. Mas, é preciso questionar sempre: até que ponto vale a pena manter uma relação que não permite livremente a existência da verdade.

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14.4.11

Se eu tiver que um dia me desfazer de todos os meus bens, a Liberdade será o ultimo deles! Mas o que são esses meus bens — você pode perguntar. Casa, carros, talheres e fogões? Claro que não! Os meus bens são todos intangíveis... Essas coisas que eu uso, materiais, ou já são do Banco do Brasil ou serão dos meus herdeiros... rs!


O verdadeiro desapego é aquele que temos pelas coisas externas e pelas internas. O verdadeiro desapego tem que acontecer por dentro da gente: vamos deixando de precisar daquilo que já estava no interior de nós mesmos. Porque desapegar-se só das coisas que estão fora (embora muita gente não consiga) é muito fácil.

Houve um tempo em que eu precisava de uma casa enorme para guardar tudo aquilo que eu imaginava indispensável. Depois, as coisas que supunha muito importantes para mim cabiam numa sala pequena. Mais tarde, essas coisas "extremamente importantes" passaram a caber num armário de tamanho médio no quarto do fundo. Bem depois, coloquei tudo aquilo que ainda considerava “muito importante” no porta-malas de um carro conversível — e saí pelo mundo. Andei, tomei sol e chuva, ar e vento, brisas e tormentas, amei com a liberdade mais absoluta — e fui me despojando ainda mais. Tanto, que agora, cheio de amor e dúvida, vejo que todas as coisas verdadeiramente importantes para mim, hoje, cabem dentro de uma calça jeans e de uma camiseta branca de algodão gostoso que estou usando. Não preciso nem de sapatos!


Nós temos que nos desapegar até mesmo dos nossos amores.

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Toda musa traz uma víbora dentro de si. É só uma questão de tempo. Essa frase eu a escrevi em 1995, nos tempos de Suzana e Patrícia. Agora vejo que exagerei. Em verdade, a musa não traz a víbora dentro de si: nós é que a colocamos dentro dela. Mas nem todas as musas são assim: só aquelas com as quais casamos... Só aquelas que não as deixamos no pico. Musas devem ser deixadas no pico, sempre. Trazê-las para o cotidiano é um desperdício. Transformá-las em esposas é um crime.

Na mitologia grega as musas eram nove. Na minha mitologia, também. Ao homem comum basta uma musa — mas o poeta precisa das nove. No mínimo. Simultaneamente.


A propósito dessas duas musas citadas:

Enquanto Patrícia oferecia-me a morte em bandejas de prata, Suzana dava-me a vida na palma da mão. Patrícia era uma espécie de Fedra sensualíssima, e Suzana, uma pequenina e doce Ariadne. A primeira queria enforcar-me com cordinhas de seda; a segunda deu-me os fios do amor com que me salvei do labirinto. As duas diziam me amar... Mas a primeira me queria boi, e a segunda — Minotauro.
Com qual delas você acha que eu fiquei?


(...)
Patrícia queria certezas; Suzana me jogava no abismo.
Patrícia significava segurança, estabilidade.
Mas Suzana quer dizer Aventura!

Durou quase dois anos esse nosso delicioso triângulo de vertigens. E foi só quando chegamos ao pico é que tive de optar com veemência. Porque, de Patrícia, eu tinha que me salvar correndo, para enfim poder viver. E de Suzana, eu só queria ter belíssimas lembranças...
Além disso, ambas também precisavam salvar-se de mim.
Então, saltei.
De cabeça, no coração da Vida.

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13.4.11

Estou criando um projeto para transformar as atuais lanhouses em Centros de Capacitação Educacional, mediante Controle de tempos de uso em cada estação. Será uma forma de dar acesso gratuito a todas as pessoas, especialmente dos bairros periféricos, desde que parte do tempo seja usado em programas educacionais. Teremos desde testes de português até noções de geografia. Dede o ensino da tão desprezada tabuada, regras de três e logaritmos, até breves aulas de química geral. História, Filosofia, Inglês, Espanhol, noções de higiene, visitas a museus, etc. Tudo isso gerará "créditos" em horas para que se possa então usar o computador (gratuitamente) para simples "recreação": orkut, jogos, msn, etc. / O que você acha disso?

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Sou fiel. Mas meu coração tem uma porta chamada Liberdade. Procuro mantê-la aberta todos os dias. Escancarada! Só pra ventilar a relação...

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Eu respeito todas as regras que me ajudam a ser feliz.

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12.4.11

Até hoje as pessoas criaram deuses para submeterem-se a eles.
— Eu os crio para serem meus escravos.

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11.4.11

A vida é um circo. Mas do lado de cá, temos um palco; do outro lado, um matadouro. No matadouro, as pessoas sérias representam. No palco, só tem palhaço. Os sérios são "responsáveis", e formam um rebanho: mansos que caminham tristemente em direção ao nada. E riem dos palhaços. Estes, por sua vez, são inconseqüentes, e riem da seriedade. Mas com uma diferença fundamental: além de rir dos sérios, os palhaços riem de si mesmos — e este é o ponto. Quem consegue rir de si, se salva. Quem só ri do outro, se perde, em todos os sentidos. Nos palcos e nos matadouros da vida, todos representam: os sérios e os palhaços — mas só os palhaços têm consciência disso.

Todos nascemos para a Arte, para o inocente jogo da Vida, para o lúdico, para o puro e o sorridente. Alguns permanecem no palco — e se transformam em artistas, atores, cantores, poetas, bailarinos, amantes, loucos: todos palhaços. Outros, convencidos à força pelos pais, pelos padres, pastores, professores e patrões — e, quando não, pela polícia — ficam sérios, perdem a graça e o brilho. E logo são encaminhados ao matadouro. Alguns, entretanto, retornam ao palco, depois de perceber que foram iludidos na origem: não lhes agradam os grilhões da seriedade: suas almas de palhaço ainda estavam intactas, por sorte.

Porque assim que você sai do ovo, algemas claras prateadas lhe são postas nos braços. Grilhões de seriedade nas canelas. Se você não reagir a tempo, teremos uma deusa enclausurada. Ou um pequeno deus encarcerado. E eu fico pensando. Qual será o perverso mecanismo que transforma esse Jesus num chefe de escritório? Que maldição faz da musa uma dona de casa? Quais são os fatores horrorosos que acabam levando um pequeno Buda em direção ao matadouro? O que é que, na maioria das vezes, arrasta um ser humano iluminado, e o joga no rodamoinho da desgraça cotidiana — e lhe apaga a luz?

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10.4.11


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Nunca é cedo demais para tornar-se um rebelde.

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9.4.11

Nunca é tarde demais para tornar-se um rebelde.

(...) Então o respeitável senhor Luiz Marques, meu bisavô, tomou aquelas decisões que só os grandes homens conseguem tomar: montou o cavalo negro do risco absoluto e partiu! Pois ele já sabia que o único crime que não tem perdão é desperdiçar a vida. Abandonou tudo para não ter que abandonar a própria existência naqueles caminhos já percorridos. Virou rebelde. Não fosse por isso, eu não estaria aqui, agora, à beira do mar, tomando um belo copo de vinho branco e contando essas coisas pra você.
Sou portanto bisneto da rebeldia.
Sou bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade, e amante de todos os meus amores. E existo, por incrível que pareça. No céu da minha boca não há fogos de artifício. Só estrelas..

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PAULO COELHO E SUAS VÁRIAS PUBLICAÇÕES DO POEMA MUDE




Se isso não for PLÁGIO, temos que redefinir esse conceito...

Esta frase é minha!

Significa que as 26.000 pessoas que curtiram e as 1780 que comentaram foram iludidas,
e precisam ser informadas da verdade: essa frase não é de Paulo Coelho!

Isso sem contarmos os milhões que leram sem se manifestar!


E no Twitter em português, ele alterou um pouquinho a minha frase:
Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

Alterou sem minha autorização: não gostei.
E "esqueceu" de citar o autor... rs!
Mas esse é um "detalhe" que ele terá que resolver urgentemente.


UMA RESSALVA:

Eu sempre defendi Paulo Coelho. Primeiro, como compositor (junto com Raul Seixas), e depois, como escritor. Mesmo nos meios acadêmicos e literários, onde ele nunca foi bem-visto (nem benquisto), a minha voz era (e ainda é e acho que será sempre) uma voz discordante. Eu o considero, num certo sentido, o maior escritor brasileiro. Gosto de Machado, de Clarice, Guimarães Rosa, etc. Sabemos que Paulo não tem um grande domínio formal da língua portuguesa. Nem eu tenho. Estamos muito aquém de Fernando Pessoa ou de Eça de Queiroz, por exemplo. Mas Paulo Coelho, sem dúvida, é um grande escritor! Quem o critica tem é dor de cotovelo. Pois ele tem uma extraordinária capacidade de enfeitiçar os leitores. Tem um estilo que considero muito interessante. Tem uma biografia encantadora. Foi maluco... viajou muito, arriscou tudo, saltou profundo. Como escritor, merece o meu respeito.

Repito: eu sempre defendi Paulo Coelho. Mas, no caso do poema Mude, Paulo Coelho não está sendo muito honesto comigo. Mesmo já sabendo que sou eu o autor do poema Mude, tem publicado esse poema em vários jornais do Brasil, sempre dizendo ter "esperança de encontrar o verdadeiro autor" (sic). Mais grave é o caso da minha frase em inglês [Change. But start slowly, because direction is more important than speed], que ele publicou no Twitter e no Facebook, onde esqueceu-se de citar o autor — dando a falsa impressão de que é dele. No Twitter em português, Paulo Coelho modificou um pouquinho a minha frase — mas o resultado ficou quase igual (vide acima). Reclamei, e ele parece não ter gostado: mandou-me cinco mensagens pelo Twitter, meio indignado. Não gostou da forma como eu reclamei. Mas, pergunto, sinceramente: eu deveria me calar, simplesmente? Isto não é plágio?!

Aguardo que ele tome providências e cite o meu nome como autor, em todas as publicações, especialmente no Twitter e Facebook — republicando-as com o mesmo destaque.

O caso do Mude é um pouco mais grave. Ele tem publicado esse meu poema com o título alterado para "Mudança", e com MUITAS (e desautorizadas) modificações no texto. Eu não autorizei ninguém (nem o Paulo Coelho) a mexer no meu poema Mude.


Resumindo:


1. Paulo Coelho publicou os versos iniciais do Mude em inglês no Twitter
2. Também no Twitter em português, alterando o original.
3. Idem no Facebook em inglês, tudo sem citar o autor.
4. Já havia publicado em português no seu blog Guerreiro da Luz em 2003.
5. Também no blog em inglês Warrior of the Light, alterando o original.
6. Em sua coluna no Diário de Pernambuco em 28.02.2011
7. No jornal O Estado do Paraná - em 20-02-2011.
8. Em sua coluna no site 40Graus.com.br
9. Na Gazeta Digital de Cuiabá em 22.03.2011
10. No jornal A Tribuna de Santos - AT Revista - em 27.03.2011
11. E em sua coluna no Diário do Nordeste - também em 27.03.2011
12. Na Rede Bom dia - em 11.04.2011
13. No Jornal de Santa Catarina - em 09.04.2011
14. No ParanáOnLine - em 27.05.2003 - sim, há QUASE OITO ANOS!!!
Aqui no ParanaOnline o próprio jornal fez, no fim do texto, uma citação correta de autoria.

15. Depois disso minha frase já é de Paulo Coelho em muitos sites e blogs mundo afora.
16. Em alguns blogs, o poema Mude inteiro também já é "de Paulo Coelho" (sic)...
17. Espalha-se a notícia de que Paulo é autor do Mude... rs!
18. No tumblr virou febre - tudo como se fosse de Paulo Coelho!
19. Até na Palestina!
20. Hungria.
21. Coreia..
etc.

No Twitter e no Facebook ele simplesmente assina, como se a frase fosse dele. Nos demais casos (blogs, jornais e revista) ele publica o poema todo (alterado, sem minha autorização, repito), e embora não cite o autor, diz ter "esperança de encontrar o verdadeiro autor". Já lhe mandei muitos e-mails (desde 2004) dizendo que sou o autor, mas ele e sua equipe ainda não se mostraram muito interessados em fazer as devidas correções. Até que, recentemente, pelo Twitter, ele falou comigo, conforme descrevi logo acima. Mas, como já disse, não tomou providências. Aliás, pelo contrário: fez mais meia dúzia de publicações idênticas em vários outros jornais!



Finalizo com uma pergunta séria e irônica:

Se é verdade que Paulo Coelho, desde 2003, tem interesse em conhecer o verdadeiro autor do poema Mude, será que nunca soube da existência e das funções do Google?


Paulo continua publicando o Mude (sem citar o autor), mesmo após nossos contatos por e-mail: O Girassol - Na coluna dele, dos dias 04 e 11 de maio no mesmo jornal.


Por que será que Paulo Coelho continua publicando esse texto?





De tanto que ele insiste, o poema Mude, na net, já começa a ser "dele" também. Veja:


Eis link de um dos blogs irresponsáveis que replicam acriticamente o texto, sem checar as fontes.






Apesar de eu já ter dito a Paulo Coelho, várias vezes, que não autorizo e não quero que ele publique meu poema Mude em suas colunas, ele não se emenda. Continua, insistente, publicando. Desta vez, publicou meu poema em sua coluna no jornal Clarin, da Argentina, sem sequer citar o título. Suplemento Vida, edição de 29 de maio 2011:



Sem citar o autor. E ainda me chama de "un autor sin nombre"...


Nessa publicação no Clarin, ele diz que o poema Mude é um texto "anônimo, porém conhecido". Paulo Coelho chega até a fazer-me um elogio, ainda que de forma indireta: "Um autor sem nome [que] enumera as transformações possíveis e desejáveis. Desde as minimalistas até as essenciais — que nos levam a ser quem somos." Também diz que eu posso ter escrito esse poema "num momento de inspiração, único e irrepetível" — mas suficiente para deixar nele a minha marca. Pena que não cita o autor, apesar de já saber que sou eu.


Mas o pior é que Paulo Coelho mexeu no meu poema. Adulterou o texto. Mudou a frase final, além de adulterar muitas outras partes também. Portou-se com deselegância, ou até mesmo com falta de ética. Falta de inspiração, talvez. Estou publicando logo abaixo essas "mudanças" que ele — sem minha autorização — fez no meu poema Mude. E eu digo, em princípio, que foi ele o autor de tais adulterações, posto que no Google só Paulo Coelho publica o texto nesse formato. Ninguém mais. Entretanto, se ele negar ser o autor de tal crime, terá que citar suas fontes. Exigirei isso por via judicial. Depois de quase oito anos tentando, em vão, resolver essa questão de forma amigavel, não me resta alternativa.


É uma vergonha!


Veja como Paulo Coelho adulterou meu poema, sem minha autorização:

Alterou o título imperativo: de Mude para Mudança.

Suprimiu "o novo amor, a nova vida" — e acrescentou "a nova posição".

Logo após eu ter dito: "Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes", Paulo Coelho (ou alguém em seu nome) acrescentou uma frase estranha: "Mesmo achando que a outra pessoa pode ficar assustada, sugira o que sempre sonhou fazer, na hora do sexo." Essa frase eu jamais colocaria nesse poema, pois, quando eu o escrevi, imaginei que seria lido também por crianças. Nesse caso, falar de sexo é uma estultice!

Quando eu disse: procure andar descalço alguns dias, ele acrescentou "— nem que seja em casa". (Eu jamais ressalvaria essa normalidade!)

Quando, jogando com as palavras, escrevi "leia outros livros, viva outros romances", ele acrescentou uma besteira: "— nem que seja em sua imaginação". Aqui ele parece querer "guiar" o leitor, como se este fosse incapaz de fazer ilações...

Quando eu digo "Tire uma tarde inteira para (...) ouvir o canto dos passarinhos", ele acrescenta "ou o ruído dos carros". Eu jamais diria isso! Tirar uma tarde inteira para ouvir ruido dos carros?! Que horror!

Ele suprimiu estes versos:
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.


Suprimiu também estes:
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.


Suprimiu isto:
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.


Suprimiu também esta frase que é muito significativa para o tema do poema:
Lembre-se de que a vida é uma só.

Também retirou este verso, que eu, como autor, considero fundamental:
Veja o mundo de outras perspectivas.

Além disso, mudou alguns outros versos de lugar, mexeu em outras coisas, acrescentou palavras, suprimiu outras tantas. Intrometeu-se!

E ainda acrescentou "e você está vivo" no último verso.
Ou seja, tirou o impacto que eu pretendi no final: Só o que está morto não muda!



Só me resta perguntar: — Com ordem de quem, Sr. Paulo Coelho?


Se, por acaso, não foi Paulo Coelho o autor de tais adulterações, terá que provar que não. E apontar quem foi — ou citar suas fontes. Pois ele é o único que publica esta "versão" do poema Mude na internet e em suas colunas em jornais e revistas (no Brasil e no exterior) — além de já tê-la publicado em seu blog e no próprio site, desde 2003!


Esta frase "Change.But start slowly, because direction is more important than speed" — que ele, plagiando-me, publicou como dele, é também um caso grave. Se dermos um Google nela, veremos milhares de citações, todas dando Paulo Coelho como autor. Pergunto: como agora corrigiremos isto?


Veja aqui o original do poema Mude, conforme publicado pela Pandabooks, e interpretado por Simone Spoladore no CD Filtro Solar, de Pedro Bial.

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8.4.11

E que nós próprios guardemos o Deus na palma da nossa mão.

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7.4.11

Embora seja insuportável para quem já perdeu a lucidez, a Loucura é a única salvação. Por isso recomendo aos "normais ainda saudáveis" que procurem o caminho poético da Loucura. Claro que não me refiro à loucura inconsciente, a TOC, transtorno bipolar, esquizofrenia, psicose, depressão... nada disso! Eu me refiro à loucura criativa de Osho, de Dali, de Cioran. Eu me refiro à loucura brilhante de Nietzsche, de Jesus e de Artaud; à loucura sagrada de Van Gogh, Henry Miller e Picasso. Eu me refiro à loucura que está ali — aqui — a quase 360 graus da sanidade. Eu me refiro à fuga da escuridão chamada Norma. À quebra radical das correntes opressoras. Ao abandono puro e simples do rebanho. Eu me refiro à Loucura luminosa dos criadores de mundos. À loucura dos amantes da liberdade absoluta. Esta, a Loucura que (me) (te) (nos) encanta!

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6.4.11


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5.4.11


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Se enquanto trabalho não faço amor,
não escrevo poesias, não tomo sol nem vejo a lua;
Se enquanto trabalho não sorrio nem gargalho,
nem vejo os olhos amantes da minha mãe;

Se enquanto trabalho não ando descalço
em areias brancas, nem ouço o barulho do mar;
Se enquanto trabalho não abraço a Vida com tesão e alegria,
nem leio Henry Miller nem Neruda nem Jesus;
Se enquanto trabalho não mergulho fundo em minha alma;
Se enquanto trabalho não vejo filmes, não sinto perfume de lírios,
nem admiro alguma coisa genial de Michelangelo;

Se enquanto trabalho não escalo essas montanhas,
nem salto profundo, nem tomo vinho branco;
Se enquanto trabalho não medito, nem canto, nem ouço música,
nem como doce de abóbora com coco ralado,
nem respiro o sagrado ar da liberdade...

Se enquanto trabalho não sonho, não pinto, nem componho,
não desenho, nem danço, nem esculpo;
Se enquanto trabalho nem sequer me lembro
dos vinte poemas de amor e das canções desesperadas;
Se enquanto trabalho não parto melancias,
nem crio conceitos,
nem beijo mamilos de um grande amor...

Se enquanto trabalho não faço nada disso,
então só me resta perguntar:
O que é que estou fazendo aqui?

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4.4.11



Eu já perdi alguns pores de sol...
Mas agora nunca mais os perderei!

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3.4.11


O texto acima foi escrito em 1998, e ainda tem alguma validade. Entretanto, como sou um garimpeiro de verbos incendiados, só gosta de me ler quem já tem fogo e não se espanta. Mas se eu primeiro não tornar as emoções em gostosura, não serei capaz de abrir meu coração para ser lido com ternura por você. Por isso, só me mostro inteiro após o meu encanto, e só te dou estas palavras depois que as refino. Aliás, se eu primeiro não polir as minhas pedras preciosas com amor e liberdade, como poderia eu querer trocá-las por essa tua tão amável luz diamante?

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Os saudáveis enlouquecem. Os outros ficam por aí, parecendo normais.

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Além da vida e do amor, há um jogo que também me agrada: é aquele que acontece quando trago para a tela do computador uma poesia que já escrevi. E fico jogando com as palavras e o seu sentido. Passo a noite quase toda mexendo com elas, jogando com elas, acariciando-as, beijando-as, lambendo-lhes as partes mais íntimas, amando-as livremente. Mudo-lhes algum sentido, dou-lhes forma nova, pinto-as de azul. Enriqueço rimas em prol do amor, coloco consoantes de apoio, quebro a estrutura da frase, abandono as regras antigas, invento outras mais gostosas, escrevo, apago, escrevo, pinto, sinto e danço. Se por acaso vou ganhando, vibro e quero sempre ganhar mais. E se perco, a cada jogada sublime que faço, maior é o meu ânimo para jogar de novo, recuperar aquilo que perdi. De qualquer forma, passo a noite toda jogando, em todos os sentidos. Vem a madrugada e já começo a brilhar, metáfora de lux. Então, exaustos de tanto amor, os dois nos vencemos: o poema ganhou de mim, e eu com certeza o venci.

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2.4.11


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Se eu não levasse a vida louca que hoje levo, sobre o que então escreveria?

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1.4.11


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Mude
Dê um click aqui para ir ao início.


Ou veja alguns despedaços da minha biografia no site:
www.EdsonMarques.com

Se quiser mandar-me um recado não público:







Visite www.EdsonMarques.com

Meu livro-poema MUDE - 96 páginas - Ed. Pandabooks. À venda na Siciliano, FNac, Cultura, Saraiva, Submarino, Americanas, Extra, Casas Bahia, Ponto Frio, Livraria da Travessa, Livraria da Folha. /// Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. /// Com prefácio do querido Antonio Abujamra.

Os meus livros Solidão a Mil e Manual da Separação foram reeditados: o primeiro com 300 páginas e o outro com 202 páginas. Click nas imagens acima para ler os capítulos iniciais em PDF. /// Ou click aqui para acessar uma página especial com mais detalhes.

Este é um blog experimental, no mais amplo sentido que a palavra possa ter. Aqui só quero mesmo é te fazer pensar.
Contra ou a favor ao que proponho — não importa.
Mas, pensar.


Mulheres
MEU JEITO DE ESCREVER
.Solidão a Mil.
Navegar é preciso. Viver é necessário.
Te amo quando aplaudo teus desejos de voar.


Comercial da Fiat para TV - feito pela Leo Burnett - Poema Mude

O processo Mude - Clarice Lispector

Não existem verdades definitivas. O que existem são interpretações elaboradas sobre aspectos da realidade — comprováveis ou não — mas necessariamente condicionadas pelo ponto de vista, visão do mundo, e capacidade intelectual de quem as propõe.

Algumas Perguntas

Amo a Liberdade como se não pudesse amar outra coisa. Eu defendo o Amor Livre, pois o contrário seria defender o amor preso. Afinal, sou bisneto da rebeldia... Bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade, e amante de todos os meus amores. No céu da minha boca não há fogos de artifício: só estrelas.

Google Art Project !

Paulo Coelho publicou-me no Twitter e Facebook (em inglês), além de publicar o poema Mude em suas colunas, em mais de dez jornais do Brasil e do exterior — sem citar-me como autor. /// Click aqui.


Change. But start slowly, because direction is more important than speed.
Apesar de Paulo Coelho ter dito que essa frase é dele, não é. Sou o autor. Confira: são exatamente os versos iniciais do poema Mude.


Daqui você sai diferente do que era quando entrou. Eu quero te provocar, intelectualmente. Quero que você suba ao palco da Vida agora mesmo. Por isso é que nas cadeiras poéticas do meu blog eu coloco um monte de pregos instigantes e palavras que te ferem de algum modo, deliciosas...

Eu te provoco com metáforas de açúcar. Eu te cutuco com verbos e delícias insistentes. Eu te cutuco com flores e estrelas — todo dia — porque quero que você pense de modo diferente. Quero que você mude. Quero que você viva. Quero que você dance no arco-íris de um violino que se chama Liberdade.



Mude no CD Filtro Solar - Pedro Bial faixa 4 - Simone Spoladore


Video com o Poema Mude - em versão minimalista interessante.


O que penso do ciúme...

"Tu te tornas eternamente responsável...?"

Veja aqui minha biografia zen

SOLIDÃO X SOLITUDE



Veja meu perfil quase completo


@EdsonMarques

Veja aqui um Projeto Cultural Inovador

Meus projetos em Arquitetura

"Mude é viver. Num nível que poética é a luta que não decepciona. A sinceridade de Edson Marques explode nesse poema que, evidentemente, Clarisse Lispector aplaudiria pelo risco corajoso de querer movimentar o volume dos cérebros que o leem. Um poema que enobrece e que não imita, cria beleza na dimensão que desenvolve o talento para que as inibições particulares não apodreçam o homem. É um estilo de provocação apaixonante e não existe um leitor que não fique preso às palavras de coragem que mostram a necessidade de não nos enganarmos sobre nós mesmos. Meu aplauso." — Este é o prefácio de Antonio Abujamra ao meu livro Mude

Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Poema MUDE - Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167


Mude
Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo sabor,
o novo prazer, o novo amor.
(...)
Tente.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
(...)
Só o que está morto não muda !
Edson Marques


Leia o poema todo no final desta coluna.

Mude - no CD Filtro Solar do Pedro Bial
Comprar o CD FILTRO SOLAR no Submarino

Manual da Separação


Sou apenas um poeta

Mas estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.


Livro MUDE à venda em todo o Brasil. Click na imagem abaixo:



Eis o primeiro video do poema Mude, com música de Tom Petty


Aqui o famoso Comercial da Fiat - veiculado na Globo e SBT.

DesaFiat
Veja aqui o espantoso caso em que o filho de Clarice Lispector vendeu um poema de Edson Marques para a Fiat, por quarenta mil dólares. Isso foi há dez anos. E ele ainda não devolveu o dinheiro.


LEI DOS DIREITOS AUTORAIS

Mataram a formiguinha
Breve análise psicológica do assassininho.


Dilma Rousseff

Virgem Maria - uma história

Infinito Jantar Feminino

A vida tem dois caminhos




Luz no fim do túnel...

Dia Internacional do Homem

Não estou à venda!

MUDE - em inglês: versão NÃO autorizada - feita por Paulo Coelho
No Twitter Paulo Coelho também cita o Mude / Change

O Professor

Baixe aqui um áudio gravado por mim
Trinta minutos de provocações poéticas sobre como viver a vida.

Para ouvir, use Windows Media Player.


As 50 questões em PowerPoint - texto.

Toninho Garcia falando de MUDE


Acione o botão acima e ouça algumas propostas

Gravação caseira feita por mim em 1997.

Originais do livro Solidão à Mil
Aqui você poderá ler meus textos mais longos.


Sou apenas um poeta

Escolha este blog como sua Página Inicial.

Já estamos quase no fim do ano que vem...

www.EdsonMarques.com

Ana Maria Braga declama o poema Mude.
E pela segunda vez no Mais Você...

Mude original - por Camila Bossolan

Video MUDE com música de Tom Petty

Mude - no CD Filtro Solar do Pedro Bial



Meus projetos em Construção Civil

Obra Parada!

Viver a Vida



Orkut




2011


CD FILTRO SOLAR no Submarino

Seguem alguns textos meus que me são fundamentais:

01. EU TE AMO
02. Eu não te amo...
03. Algumas Perguntas
04. Sem medo e sem pressa
05. Sete Personagens à Procura de Mim
06. Separem-se no Pico
07. Abençoado pelos Espíritos Santos
08. Fiquei sete anos sem fazer amor...
09. Edna Mary Rangel
10. Vídeo Mude - flash
11. Elogios e Críticas
12.
Paritosh Keval
13. Meu conceito de Loucura
14. Nas horas vagas eu trabalho...
15. O Amor é eterno - as relações são passageiras.
16. O Provocador Abujamra
17. Minha mãe e eu
18. Joyce Ann.
19. Minha Vó Vitalina
20. Sou Bisneto da Rebeldia
21. As portas escancaradas do mundo
22. A vida está por um fio
23. Meu pai também era louco...
24. Tio Benedito Marques
25. Minha Mãe também se casou...
26. Projeto Cultural Revolucionário
27. Lúcifer - o iluminador
28. Dê-me a honra de ser a sua Página Inicial.
29. O maior amante do mundo
30. Desafiat
31. Mundançar
32. Patricia e Suzana
33. U-Net - uma idéia futurista
34. Sem tesão não há solução
35. Tudo que aqui escrevo é real
37. Aventura Inesquecível
38. O Pão da Minha Mãe
39. Se eu pudesse começar de novo...
40. Uma sinopse — por Lima Coelho
41. O Livro de Jó
42. Se não for agora, quando?
43. As idéias do Outro
44. Minha primeira noite..
45. O Professor
46. Mude no Submarino
47. Meu livro Manual da Separação
48. Mude em espanhol
49. Separem-se no Pico, outra vez!
50. Mude no jornal A Tribuna
51. Mulheres
52. Meu pai
53. A Lady e a Barraqueira
54. Abujamra e o prefácio do livro Mude.
55. Projeto Cultural Revolucionário
56. Meus professores
57. Vitalina Botticelli
58. Minha Mãe
59. Sem fome Sem sono Sem pressa Sem dor
60. O dia em que Mona Lisa chorou
61. Feliz 2008
62. Sou Bisneto da Rebeldia
63. Cachoeiras de São Francisco
64. Em nome da Vertigem
65. O Poeta e o Filósofo
66. Poema MUDE em italiano
67. Vídeo Mude
68. Presente de Aniversário
69. Diana e seus peitinhos...
70. Comercial da Fiat - MUDE
71. Video Mude em flash
72. Dicionário de Português
73. Divino Jantar
74. Kira
75. Prêmio Cervantes Ibéria 1993
76. I celebrate myself
77. Abujamra interpreta Mude
78. Os seios de minha Mãe
79. Meu mais recente amor eterno
80. Além de Loucura, Deus me deu Razão
81. Ontem salvei uma vida
82. Posso estar certo
83. Éramos diferentes...
84. Desmandamentos.
85. Uma ideia para o Metrô SP
86. Muro de Berlim
87. Ordem de Prisão contra mim
88. Tristeza e depressão
89. Nenhum dos meus mamãos me compreende
90. Paulo Coelho plagia Edson Marques
91. A vida é um jogo
92. Só os inteligentes se salvam
93. Eu, Jesus e Henry Miller
94. Tudo por um livro do Edson!
95. Teoria do Acaso
96. Um bruto com coração
97. Ciúme versus Amor
100. Paulo Marinho - uma homenagem

Nossa equipe está buscando e denunciando plágios de textos de Edson Marques, especialmente do poema Mude, por causa do julgamento do processo contra os herdeiros de Clarice Lispector.
— Você acha correto publicar um texto alheio sem citar o autor?
Publicar sem citar a fonte é Plágio. E plágio é uma coisa ridícula...



.. Jean Gabin - Je sais.


Veja aqui quem ilumina o blog Mude.
Por país – por cidade.
Desde 25/09/2007.


Às vezes altero textos antigos e os republico
aqui - só para que novos leitores os conheçam,
e também para que você teste sua memória...


LEI DOS DIREITOS AUTORAIS

A Hering também publicou meu poema Mude



Minha literatura é feita de excessos.
Eu falo de Amor e Liberdade.
Só escrevo para loucos brilhantes
e jovens de espírito.
Se você não for nem uma coisa,
nem outra,
não vai gostar do que eu digo.


Mude

Meu livro "Manual da Separacao"
pode ser encontrado, entre outras livrarias,
na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
Em Santos => Realejo Livros - (13) 3289.4935

Vídeo Mude - em flash

Poema MUDE - Autor: Edson Marques
Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167


Mude

Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as
.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques.


Change
Only what is dead does not change
- and you are alive.
Versão em inglês feita por Paulo Coelho, adulterada, e sem minha autorização.


Bibliotecários


Video MUDE - Fiat

O "Manual da Separação" pode ser encontrado, entre outras livrarias, na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
E também na Realejo Livros - Santos - (13) 3289.4935





O livro Mude está à venda nas livrarias
Cultura
Fnac
Saraiva
Melhoramentos
Siciliano
e no Submarino



São Paulo 11-3088.8444




Todos os textos daqui foram escritos por mim. Inclusive, é claro, o poema Mude — que muita gente acha que é da Clarice Lispector.



Foto feita por Suzana. Parati, 1999.


Meus anos podem ser poucos, e podem ser breves
- mas são todos loucos.


Edson Marques



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Reaja Mude Viva Dance
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