18.12.11

groselha

Meu pai não era de muitas metáforas. Como jogador, depois contador, empresário e até delegado de polícia — e pai de cinco filhos — ele precisava ser prático. No começo, tínhamos um armazém de porte médio, onde eu já calculava, desenhava e escrevia o dia inteiro. E onde também adorava guaraná Antarctica, um hábito que tenho ainda hoje. Mas, segundo meu pai, gás carbônico em excesso poderia fazer mal. A decisão era minha, sempre minha, mas a carinhosa sugestão dele era que eu procurasse tomar groselha com água em vez de apenas guaraná. Quanto ao sabor, também eu deveria escolher a melhor proporção: se preferisse o prazer, mais groselha; se preferisse a saúde, mais água.

São lições que não esqueço. Veja algo que escrevi sobre esse
Mestre Zen com Vara de Marmelo.

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