23.12.11

edson kerouac

Eu não me encanto com quem se vangloria de ser normal. Acabo gostando mais dos loucos, desses que são loucos pra viver e pra dançar, loucos para amar ou escrever, loucos para serem salvos ou se perderem mais ainda. São loucos por metáforas e céus azuis enluarados. Livres, fascinantes, criativos, querendo tudo e nada ao mesmo tempo, esses loucos explodem de alegria, e nunca desanimam nem dizem coisas tediosas. Loucos que nos excitam, nos elevam, nos inspiram, e queimam feito velas coloridas fabulosas acesas por relâmpagos em meio a flores e estrelas. São passageiros, como eu, como você. Duram pouco, como Jack Kerouac. Mas brilham — e isso faz toda a diferença.

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