8.12.11

cafe

Sempre que possível (e quase sempre é possível) eu faço café em coador de pano. A água eu procuro fervê-la na chaleira que ganhei da minha Mãe, mesmo que a chaleira esteja a milhares de quilômetros. E é sempre Perrier, ainda que tenha saído de uma simples torneirinha de alumínio. Mas eu gosto mesmo é daquela tirada de um poço no sopé da da montanha, girando a manivela que levanta o balde. O açúcar: União, refinado. O café, colombiano, embalado na Inglaterra, mas também serve o comprado ali na esquina. É um ritual. Para mim, tudo é um ritual. Eu faço café como se fizesse amor. Delicadamente. Conscientemente. Acariciando as circunstâncias. E depois vou tomar uns dois copos, ao lado de algumas flores — geralmente um pezinho de lírios. Fico pensando na vida... E escrevendo.

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