30.11.11

acordei-a com perfume

Molhei meu dedo com Paloma, e tento acordá-la com perfume. Ela suspira talvez dentro de um sonho, e nem abriu seus olhos verdes. Vou à sala e ponho Enya pra cantar, encantadora. São nove e quinze, mas o tempo é só uma coisa que agora não há. Ligo o notebook, sinto cheiro de café passando, o vento refrescante vem do sul, o perfume foi Suzana quem me deu, o CD foi Joyce que escolheu, mas a musa, a musa foi de madrugada trazida por Diana e Lúcifer, numa carruagem de fogo. E eu — eu sou apenas o filho predileto de Iracy, tomando mais um copo de fôlego, antes do próximo salto profundo. As circunstâncias que hoje me envolvem são feitas de amor e açúcar. Há uma conjunção magnífica de fatores contribuindo para que tudo fique perfeito nesta manhã em que o próprio Deus se anuncia para mim, fazendo conspiração com os meus desejos principais.
Erotizo então a ternura que lhe dou agora.
E a realidade cai de cabeça naquilo que eu sonho.

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