24.10.11

sem liberdade eu morreria

Não queira se apossar do que me é indispensável. Sem liberdade eu morrerei.

Enquanto Patrícia oferecia-me a morte em bandejas de ouro, Suzana dava-me a vida na palma da mão. Patrícia era uma espécie de Fedra sensualíssima, e Suzana, uma pequenina e doce Ariadne. A primeira queria enforcar-me com cordinhas de seda; a segunda deu-me os fios do amor com que me salvei do labirinto. As duas diziam me amar. Mas a primeira me queria boi, e a segunda — Minotauro.

Suzana me salvou.

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