18.10.11

autoajuda

Uma grande empresa consultou-me sobre a possibilidade de uma edição especial do livro Mude, para ser distribuído aos seus clientes e funcionários neste fim de ano, com o argumento de que precisava de um bom livro "de autoajuda", que fosse poético e de fácil leitura.... Haverá uma cerimônia pública, onde eu deverei estar presente. Pois bem. Mas o termo "autoajuda" ficou martelando-me a cabeça. Por coincidência, fui ontem à Siciliano Higienópolis, e meu livro está na seção de Autoajuda. Então eu fico pensando, cá com meus botões de flores: será que esse meu livro é realmente de "autoajuda"?

Entretanto, se alguém, por preconceito, ingenuidade ou desaviso, classificar meus textos como autoajuda, isso não lhes retira nem acrescenta qualidades. Sou apenas um escritor que defende a liberdade absoluta — e também a relativa. Aliás, eu adoro defender a liberdade. E bato nessa tecla todo dia. Deliciosamente.

Um comentário:

sonia kahawach disse...

Com o tempo e o exagero de lançamentos, "auto ajuda" começou a ficar meio usado e até enjoativo. Mas, se algo é de ajuda a alguém, o que importa a seção onde está colocado? Sua deliciosa defesa da liberdade é absoluta e a maior e melhor edição que pode fazer e colocar à público. Só carinho.