5.9.11

sou feito de excessos

EU FALO DE AMOR

Eu falo de Amor e Liberdade. Por isso meu verbo não se admira: só causa espanto. Acontece que escrevo para loucos brilhantes e livres de espírito. Aqueles cujos espíritos são meio escravos ou cujas loucuras não brilham tanto, talvez não gostem do que eu digo. E nem devem mesmo gostar. Minha literatura é feita de excessos. Tem cadência, alegria e pulsação... Como já disse, eu falo de Amor e Liberdade — e sei como se ama. Mas não pretendo ensinar nada a ninguém. Não quero ser mestre, nem me chamo Buda. Não busco aprovação alheia, nem quero aplausos. Só quero é provocar intelectualmente as pessoas criativas, como suponho você é. No fundo, eu quero apenas questionar todas as verdades, esmagar todas as convicções — inclusive as tuas, mas especialmente as minhas.

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