25.9.11

fidelidade

Numa relação de amor, a fidelidade tem que ser espontânea para ser maravilhosa. Quando isso acontece, mesmo que dure pouco, é louvável. Porém, quando é preciso algum esforço para suportá-la, ela deixa de ser fidelidade — e se torna um martírio. Mas tem gente que adora esse tipo de martírio... Acaba sendo fiel por compromisso, e não por opção. E ser fiel à força nos leva ao desespero, provoca impotência, frigidez, e até mesmo depressão. Ocorre que esse termo anda meio desgastado. Há uma certa confusão entre fidelidade e exclusividade sexual — que para mim são coisas muito diferentes. Aliás, a exclusividade sexual forçada é uma invenção maldita: ela só permite o lado pobre, trivial e minúsculo do amor. E a relação, com isso, perde a graça. Perde completamente a graça.

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