28.8.11

senhor escravo

JESUS

Um senhor pode ser escravo, mas um escravo não pode ser senhor — diziam. Jesus veio para nos mostrar exatamente o contrário. Jesus criou um carinhoso, instigante universo de metáforas. Ele adorava nos inundar com parábolas. São encantadores os seus pássaros do céu, inesquecível o perfume dos seus lírios do campo. É cabível até supor que temos dois Jesus: o teológico e o histórico. Houve um tempo em que eu só aceitava o Jesus histórico, mas agora começo a entender também o teológico.


Tudo era metáfora, tudo era parábola em Jesus. Água em vinho, multiplicação de peixes, pobres de espírito, face esquerda, pão repartido, reino dos céus, ressurreição de Lázaro, mãe virgem, Sermão da Montanha, lírios do campo, Madalena, Marta, Pedro — tudo. Dizem até que a própria vida dele foi uma grande encenação. Sua própria morte foi parabólica. Mas isso não tem a mínima importância: Jesus de Nazaré será sempre um dos meus heróis preferidos. Um filósofo. Um mestre absoluto. Um poeta revolucionário. Compreendo agora suas metáforas geniais e deliciosas. Dia desses vou convidá-Lo para um jantar aqui comigo. À luz de velas.

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