9.8.11

ninguem tem culpa

Terei sido eu o primeiro a criar a necessidade da distância que passou a existir entre nós dois, ou será que preciso mesmo dessa louca geografia de excessos para manter apagadas minhas concepções mais antigas com relação ao que posso escolher? Sei que ninguém tem culpa de ser o que é — e nem pode, por si mesmo, ser de outra forma. Alguns precisam de ajuda para mudar, mas nem todos se permitem essa corajosa humildade compartilhada. Muitos não têm mais a vontade, e outros tantos não têm sequer consciência da questão em si. Porém, todos quase sempre nos enganamos. Às vezes na qualidade das promessas, outras vezes no tamanho das expectativas (...)

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