20.8.11

dois deus

Amarrando a crina do cavalo negro há uma fitinha de seda azul, e em sua testada coberta de estrelas eu fixo meus olhos de cristal. Há um Deus que cavalga e um Deus que é cavalgado. O que tem quatro patas foi criado por mim — e relincha uma oitava acima. O outro pretende ser Eu.

Parte da descrição de um sonho de um personagem do meu livro Teoria do Acaso

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