19.7.11

loucura saudavel

Loucura Saudável


O fascínio da Loucura é contagiante. Mas não qualquer loucura. Eu me refiro à loucura que está ali — aqui — a quase 360 graus da sanidade. Eu me refiro à fuga da escuridão chamada Norma. À quebra radical das correntes opressoras. Eu me refiro à loucura luminosa dos criadores de mundos. À loucura intensa de quem ama a liberdade absoluta.

Quando digo que a Loucura está a quase 360º da sanidade, é isso mesmo: 360 graus. Uma está bem pertinho da outra. O que está bem longe da Loucura — e também da sanidade — é a normalidade. Talvez eu deva explicar que essa minha concepção de Loucura não nasceu ao acaso, nem é fruto de uma simples rebeldia adolescente. Ela se deve à deliciosa educação libertária que me deram minha Mãe e minha vó Vitalina, além de ser baseada na minha formação filosófica na USP — e na leitura muito séria e consistente de toda a obra de Ronald Laing. Portanto, eu sou apenas um poeta louco, que não merece nenhum respeito. Mas o que eu digo, sim.

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