8.7.11

jupiter meu pai

Cibele me abraça — e as outras Musas me olham de soslaio, sorridentes. O velho Sileno, bêbado, nu e deslumbrado, pisca pra mim enquanto abre mais um vinho vermelho. Rufam os tambores do meu peito, enluarados. Então, antes mesmo que Jupiter grite "Avante, meu filho!", assumo as rédeas da carruagem que é puxada por dois tigres alegres, e parto entusiasmado a conquistar as Índias — e as Outras.

Tem dias em que a mitologia grega explica melhor do que eu as minhas noites.

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