17.7.11

fujo dos nervosos

Eu sempre me afasto dos nervosos. Procuro ter a delicadeza de nunca ligar-me a pessoas grosseiras, falsas, insensíveis. Fujo dos enfurecidos. Desvio-me de ciumentos radicais. Detesto autoritários. Quero distância absoluta de estressados e neuróticos. Não concedo aos ditadores sequer minha presença temporária, nem permito aos brutos que suponham ser possível invadir os meus momentos de amor — que são todos. Jamais negocio a minha própria Liberdade. Até porque, se eu não for atencioso e delicado comigo mesmo, se eu não for responsável por mim, se eu não respeitar profundamente os meus amores — estarei compactuando com esses infelizes. Aliás, se eu não me cuidasse desde pequenino, esses desgraçados de aluguel já teriam estragado a minha inocência e sufocado para sempre o meu espírito poético.

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