Eis algumas razões pelas quais eu apoio Dilma Rousseff:
Ela cuidava das finanças e da logística de alguns grupos revolucionários que lutaram bravamente contra a ditadura militar. Tem origem na classe média mineira, filha de pai empreendedor. Estudou em boas escolas: seu currículo escolar é mais interessante que sua ficha no DOPS. Abandonou tudo para lutar pela democracia! Foi torturada por 28 dias — e jamais delatou os amigos. Ficou casada por quase trinta anos com o marido de então: isso mostra estabilidade, algo valorizado do ponto de vista da maioria da nossa sociedade conservadora. Um dos braços intelectuais do Brizola, e sempre muito elogiada por ele. Foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas pela Unicamp. Secretária de Finanças da Prefeitura de Porto Alegre. Secretária Estadual de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. Nunca se candidatou a nada para participar das candidaturas do próprio marido. Foi Ministra das Minas e Energia. Gerente do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento Foi Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, responsável pelo lançamento de ações da empresa em Nova York (onde não ficou presa... rs!). Aliás, foi até recebida pelo Presidente Obama. Ministra-chefe da Casa Civil: "Governou" o Brasil, principalmente nas viagens do Lula. Em toda sua vida, desde os tempos em que era guerrilheira, nenhuma suspeita de corrupção. É mulher. Inteligente. Derrotou um câncer. Adora mitologia grega. Tem poder de comando. Sabe fazer alianças políticas. Tem o apoio irrestrito do Lula, o melhor presidente que já tivemos desde JK.
Por tudo isso, o povo a escolheu: provavelmente, vai ganhar já no primeiro turno.
Em verdade, em verdade, eu vos digo: Há dois Jesus Cristo: o teológico e o histórico. O Jesus da Teologia é Filho de Deus, personagem central da Mitologia Cristã — e sobre Ele não quero falar agora. Nem é preciso, pois os estudiosos se encarregam disso.
Mas o Jesus histórico — esse era "o Filho do Zé". Desde pequenino já era diferente. Ovelha negra. Uma mistura de santo, poeta, filósofo, artista e mestre zen. Solucionava conflitos, mostrava caminhos. Magro e simpático. Cabeludo. Falava por parábolas — ninguém o entendia. Amava mulheres e homens. Era completamente livre. Nunca se casou. Adorava uma festa: bebia vinho, dançava, brincava com todo mundo. Fazia milagres. Vivia sorrindo. Gostava de perfumes caros. Namorou Madalena. Dormia pouco. Jamais trabalhou...
Um era "Filho de Deus", os dois eram Sábios — e ambos merecem o meu respeito.
Tem gente que se casa com a Musa visando preservá-la. Mas isso é um tremendo erro de cálculo. Casar-se com a Musa é desperdiçá-la para sempre. Musas não suportam algemas de ouro no dedo anular. É impossível formalizar a Paixão, prender o Amor, engaiolar o Desejo. Fazer um Contrato de Aventuras é uma contradição imperdoável.
Enquanto a Musa pertence ao reino encantado da Poesia e do Romance, a esposa tem tudo a ver com prendas domésticas, geração da prole, bujão de gás e novela da Globo. Portanto, não queira nunca transformar a Musa em esposa. Como eu já disse, uma coisa não tem nada a ver com a outra. E a recíproca também é verdadeira: o príncipe encantado, antes de virar sapo definitivamente, passa pelo estágio provisório de marido. É só uma questão de tempo...
Firmei contrato com o Instituto Mackenzielicenciando meus textos para uso em livros didáticos do Colégio Mackenzie. Escola moderna valoriza os novos meios e as novas linguagens!
A expressão ataque cardíaco é uma metáfora. Troque-a por qualquer outra que você preferir: Ciúme, depressão, covardia, hipertensão, medo, neurose, cansaço, desânimo, etc.
Freuddizia que, ao renunciarmos à satisfação de algum prazer, acabamos sentindo raiva de nós mesmos. E essa raiva nos leva a querer punir todos aqueles que a tal prazer não renunciaram. Portanto, abracem a liberdade e vivam seus prazeres, antes de pensar nas injustas punições a quem pensa diferente.
Dora era uma menina que fascinou-me quando jantávamos logo após uma sessão de fotos no estúdio do Senac. Aquela noite fiz 360 fotos dela. Na hora da sobremesa eu decidi que abandonaria a a faculdade de Direito para ser fotógrafo. Foi para ela que escrevi, três anos depois, no Restaurante Brahma (SP), num guardanapo de linho branco, esse poema sobre promessas eternas... Publicado depois no Manual da Separação, página 14.
Eu sempre salto profundo — mas calculo a altura da queda como se fosse um teorema. E me lembro de Pitágoras, dizendo: Nem toda madeira serve para se esculpir um Mercúrio. Quando o discípulo desistia da Escola de Crotona e voltava para a cidade, Pitágoras mandava que se lhe abrisse uma cova lá no fundo do quintal e dizia: "Oremos, porque o filho-da-puta voltou a ser normal... E agora está mais morto do que os mortos!"
Meu livro "Manual da Separacao" pode ser encontrado, entre outras livrarias, na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
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