Não se vende o coração de um homem livre. Nem mesmo por amor.

Mude

31.3.09

Ana Maria Braga publica MUDE no programa Mais Você.

Veja o vídeo aqui.

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30.3.09


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29.3.09

O ciúme é o câncer do amor.

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28.3.09

Eu me apaixonei pelas duas — ao mesmo tempo. Mas, enquanto Patrícia desejava "o melhor" para mim, Suzana só queria que eu fosse um poeta louco, exagerado. Eu, de minha parte, que nunca tive mesmo a pretensão de ser indispensável, só queria fluir. Fluir e voar, enquanto ainda houvesse algum vento de liberdade soprando em mim. Enquanto ainda tivesse meia dúzia de asas.

Patrícia, por uns tempos, foi o meu maior amor, em quase todos os sentidos. Suzana, também. Por isso, dediquei a elas tudo o que fiz de melhor naquela fase da minha vida.

Eu as amava, mesmo.

Era sincero quando lhes dizia, a cada uma, "eu te amo". E também sincero nos momentos em que só pude amá-las em silêncio profundo porque estava, respeitosamente, com outras.

Corria o ano de 1999.
O século 20 estava virando de ponta-cabeça.
E a Vida, ali — me convidando como fosse Tentação.

Como todo mundo que busca crescimento espiritual, eu tenho dois lados: o sério e o gostoso. Patrícia, é claro, queria o primeiro. Suzana — o gostoso. Patrícia queria, primeiro, o eterno, o estável, o mais tarde. E Suzana queria, primeiro, o segundo, o momento — o agora!

Patrícia queria o marido. Suzana, o poeta. Patrícia, como já disse, era sensualíssima, mas Suzana tinha a inocência mágica dos 17.

Enquanto Patrícia adorava o burguês que morava no meu corpo, e me cobria de roupas, perfumes e presentes, Suzana só me descobria. Adorava o meu lado maluco, segurava minhas mãos como se me pegasse todo, e dizia, olho no olho, sorrindo, encantada:

Viva a vida, Edson — nos três sentidos!

Patrícia queria certezas; Suzana me jogava no abismo.
Patrícia significava segurança, estabilidade.
Mas Suzana quer dizer Aventura!

Durou quase dois anos esse nosso delicioso triângulo de vertigens. E foi só quando chegamos ao pico é que tive de optar com veemência. Porque, de Patrícia, eu tinha que me salvar correndo, para enfim poder viver. E de Suzana, eu só queria ter belíssimas lembranças...

Além disso, ambas também precisavam salvar-se de mim.

Então, saltei.

De cabeça, no coração da Vida.


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27.3.09

Enquanto Patrícia oferecia-me a morte em bandejas de prata, Suzana dava-me a vida na palma da mão. Patrícia era uma espécie de Fedra sensualíssima, e Suzana, uma pequenina e doce Ariadne. A primeira queria enforcar-me com cordinhas de seda; a segunda deu-me os fios do amor com que me salvei do labirinto.

As duas diziam me amar...

Mas a primeira me queria boi, e a segunda — Minotauro.


Com qual delas você acha que eu fiquei?


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26.3.09


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25.3.09


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24.3.09

Como será que faz amor quem não gosta de poesia?

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23.3.09

Um copo dágua, uma laranja baiana, um pedacinho de queijo branco, uma xícara de café preto e meia página de Montaigne. Foi esse hoje o meu café da manhã. Faltou o orgasmo, eu sei — mas isso a gente resolve mais tarde...

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22.3.09


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21.3.09


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20.3.09


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19.3.09

Sou apenas um poeta...

Eu modifico perfumes e delícias em palavras e velas — e planto meu verbo num jardim que fala. Hoje há um canteiro de ternuras e flores no meu corpo coberto de óleo de amêndoas. Transformo em arrepios o que me diz a Natureza, e você nem percebe. Claro que sou só um trem desgovernado em direção ao interior. Um trem zen.

Mas, quando falo da vida, tal como agora falo, levante-se.

Não é preciso que você respeite o que te digo nem que me venere; só não quero falar para caídos. Levante-se, portanto, e me ouça. Com atenção, porque não vou durar para sempre, nem ficar aqui repetindo meus textos e rezas pelo resto da vida. Pense no que estou te dizendo neste momento, neste insistante momento em que o tempo passa e pulsa como um coração desesperado.

Porém não pare aí nem pare aqui: pense bem, pense fundo, pense até o fim! Entre no meu pensamento, mergulhe nele — e me ultrapasse.

Se não, você não vai me entender.

É preciso que você arranque o resto de trilhos que tem essa estrada curva, encha teu peito de aventura e de alegria, suba em mim, trepe no que eu falo, dance em minha língua.

E cavalgue-me, deliciosamente. Porque sou apenas um poeta maluco, bailarino, romântico... e livre.

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18.3.09

Adoro me queimar nessas paixões que eu mesmo acendo.

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17.3.09

Tem hora de parar e tem hora de partir, tem hora de permanecer quieto e calado num canto, e tem hora de cantar e de voar.
E agora, agora não é hora de dobrar as asas, nem de calar a voz, nem de catar gravetos para fazer o ninho.
Agora não é hora de sentir remorsos, nem de buscar consolo, nem de caiar o túmulo.
Agora que estou na beirada, bêbado de alegria, pronto para o salto, não me segure em nome de nada.
Não queira impedir-me dizendo que é muito cedo, ou que é muito tarde, ou que está escuro, é perigoso, muito alto, muito fundo, muito longe...
Não!
E se você não puder incentivar-me para o salto, ou até mesmo empurrar-me com amor em direção à Vida, não me prenda, não me amarre.
Não envenene com teu medo a minha dança.
Seja só uma testemunha silenciosa desta vertigem.
Porque agora, agora é hora de voar, agora é hora de abrir-me a todas as possibilidades.

E voar um vôo livre e sem destino para dentro de mim mesmo!

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16.3.09

Não quero nunca libertar-me das paixões da Carne.
Em todos os Sentidos.

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15.3.09

As pedras rolantes são polidas pela própria natureza.

O agora é um pedacinho de tempo, frágil,
espremido entre o daqui há pouco e o logo mais.
Se eu não vivê-lo agora mesmo, ele morre.

Dentro de um coração vagaroso
nunca vai nascer um amor acelerado.

Para ver os detalhes, dê um click sobre as fotos.

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14.3.09

Para sobreviver precisamos apenas de sorte. Para triunfar é preciso ter talento.


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13.3.09

Gosto de vinho, de flores e estrelas. Não tenho pressa e nem tenho medo. O Deus que eu venero chama-se Amor. E vivo dançando à beira do abismo, em cordas bambas de seda — todos os dias.

De olhos bem fechados!


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12.3.09

Ao sugar o seio da minha mãe, eu não apenas mamava: eu já calculava a área total do mamilo, a vazão do leite por segundo, a temperatura da sua pele de pêssego em contato com os meus lábios, a posição mais adequada da minha língua, o movimento sensual da minha boca, a intensidade da doce sucção, o tempo perfeito da própria saciedade, a respiração poética do espírito santo... e o prazer que era sentido por mim — e por ela.

Tudo isso, é claro, excitava loucamente o meu neo-cortex cerebral, onde as emoções mais profundas se colocam de uma vez por todas. Mas, antes do leite, antes do cálcio, antes das vitaminas — eu precisava mesmo era do amor que ela me dava. Este foi o meu primeiro e mais querido alimento: o amor.

Desde criança, portanto, eu me alimento de mulher e matemática, de liberdade e de loucura, de risco e paixão, de amor e poesia.

Acontece que depois acabei trocando o leite por vinho.

E agora vivo sempre em busca de novos seios...

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11.3.09

Às vezes, salvar uma vida nos dá tanto prazer quanto ter um orgasmo. Por isso é que adoro salvar vidas — algumas, pequenas; outras, enormes. Houve até um dia em que salvei a vida de uma bela formiguinha. Mas, ontem à noite, salvei Tereza. Ela cometeu o desatino de aventurar-se num projeto muito arriscado. Em busca talvez de comida, e por imprudência, foi até onde não devia. Eis como tudo aconteceu. Era madrugada quando cheguei. Acendi a luz da cozinha e lá estava ela, no fundo da pia, tentando desesperadamente subir pela parede lisa e fria, inoxidável, da cuba de aço. Não tenho certeza se era mesmo Tereza, mas dei-lhe esse nome. Assisti, por dois ou três minutos, o seu desespero e o seu esforço. Coitadinha, pensei. Se eu abrisse a torneira ela seria levada para dentro do cano escuro...

Eu poderia abandoná-la ali, à própria sorte — ou falta de. Mas, não! Então, tomei de um pedaço de papel e a convidei para que nele subisse. A princípio, ressabiada, recusou. Talvez por ser uma baratinha órfã, cuja mãe tenha sido morta a chineladas. Porém, depois, confiante nas minhas boas intenções, concordou: olhou para mim, e subiu na plataforma de papel. Em seguida, conduzi-a até a janela dos fundos e coloquei-a no lugar mais seguro que encontrei. Olhamo-nos nos olhos e pude ver duas lágrimas descendo pelos dela. Acenou-me com suas duas anteninhas — e se foi.


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10.3.09

Ontem salvei uma vida.

Depois conto como foi.

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9.3.09

Não penduro nas paredes da sala as fotos dos meus amores como fossem troféus de caça. Porque são elas as feras que me caçam, me conquistam, me amam, me mordem, me lambem, me acariciam. Só não permito que se acasalem comigo. Pois, assim como pintores precisam de modelos, também escrevo melhor quando as tenho à vista, nuas, puras, belas — todas.

Às vezes, chego a pensar que já não mais escreverei coisas novas, mas logo em seguida, inspirado por amantes deliciosas em noites de luar, outras idéias fervilham na minha cabeça flamejante; no coração, metáforas pululam docemente como rãs embriagadas; nos meus olhos abertos, imagens dançam coreografias revolucionárias criadas por Martha Graham; de minhas línguas e seus versos nascem palavras grávidas de encantos que se dão à luz.

Então, escrevo.


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8.3.09

Mulheres


Não me bastam os cinco sentidos para perceber-lhes toda a beleza. Não me bastam os cinco sentidos para viver com totalidade o mistério profundo que elas trazem consigo. Eu tenho é que tocá-las, cheirá-las, acariciá-las, penetrar-lhes o sorriso, sentir o seu perfume, beijar-lhes o céu da boca, ouvir suas histórias, transformá-las em deusas. Como espelho de paixões em labareda, tenho que sentir nos seus olhos um raro brilho diamante.


Eu as respeito e as venero, com a graça de um cisne que dança num lago tranqüilo e a ousadia de um touro selvagem recém-despertado. Não lhes faço perguntas, não as pressiono por nada, não lhes tiro a liberdade, não quero mudá-las jamais. Sempre imagino o que estejam sonhando, e pulo de cabeça no sonho delas. Cavalgo o vento para visitar-lhes as razões, as emoções e as loucuras. Como um deus escandaloso e surpreso por sua própria criatura, entro no coração de cada uma delas, deliciosamente, como se entrasse numa pulsante catedral. Mergulho na essência dos seus desejos e cada vez me espanto mais com tanta fantasia. Os cinco sentidos, por não serem precisos, ainda não bastam, e preciso mais do que isso para compreendê-las.


Toda mulher é silenciosa por dentro. A existência pura se manifesta em cada detalhe. Assim na terra como no céu, amar as mulheres é uma experiência religiosa. E eu as amo, fina substância, como deve amar quem ama de verdade — incondicionalmente. Sem ciúmes. Eu amo as morenas, as loiras, as baixinhas, as altas, as lindas, as quase feias. Amo as virtuosas, as magras, as gordinhas, as diabólicas, as tímidas, e até as mentirosas. As iluminadas, as pecadoras, e as santíssimas. Amo as virgens, as pobres, as ricas, as loucas, as muito vivas, as inocentes. As bronzeadas pelo sol, e as branquinhas. As inteligentes, e as nem tanto. Desde que sensíveis, eu amo as mais jovens, as mais velhas, as solteiras, as casadas, as separadas. As bem-amadas, e as abandonadas. As livres, e as indecisas. E se me dessem o poder, o tempo e, principalmente, a chance, eu a todas elas daria, todos os dias, um orgasmo cósmico, poético e sublime.


Apanharia flores silvestres, tomaria sol com todas elas. Andaríamos descalços na areia, contemplaríamos crepúsculos cor de abóbora, jantaríamos à luz de velas, dançaríamos, tomaríamos vinho branco, olharíamos as estrelas. E eu lhes faria poesias de amor. Puro como um anjo, amaria cada uma delas eternamente — uma por vez. Com delicadeza, com doçura, com profundidade, com inocência. Entusiasmado, como se cada uma fosse a única. Como se no mundo inteiro não houvesse mais nada, nem ninguém.


Todas as noites, passaria cremes e encantos no seu corpo. Falaria sobre fábulas, contaria histórias românticas, as veria dormir. Ouvindo Beethoven, velaria por um tempo o sono delas, e de madrugada, antes do sol raiar, antes do primeiro pássaro cantar, as cobriria com o resto de luar que ainda houvesse, e sairia em silêncio. Como um felino lógico, sensual e saciado, deslizaria pelo cetim azul-celeste dos lençóis, saltaria por sobre todas as metáforas — e sorrindo iria embora.


Enfim, se por acaso fosse Deus, eu com certeza não mais ficaria cuidando do universo e dessas outras coisinhas banais. Não ficaria controlando o destino das pessoas, o tempo, os compromissos, a pressa, o caminho dos planetas, a economia, o cotidiano, o infinito, os genes, a Internet, a gravidade, a geografia... Não!


Eu somente iria amar as mulheres, como elas merecem. E como nunca foram amadas.


Só isso, definitivamente. Nada mais, nada mais!

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6.3.09


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5.3.09


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4.3.09


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3.3.09

Ousem libertar-se!

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2.3.09


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Mude
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Ou veja alguns despedaços da minha biografia no site:
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Meu livro-poema MUDE - 96 páginas - Ed. Pandabooks. À venda na Siciliano, FNac, Cultura, Saraiva, Submarino, Americanas, Extra, Casas Bahia, Ponto Frio, Livraria da Travessa, Livraria da Folha. /// Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. /// Com prefácio do querido Antonio Abujamra.

Os meus livros Solidão a Mil e Manual da Separação foram reeditados: o primeiro com 300 páginas e o outro com 202 páginas. Click nas imagens acima para ler os capítulos iniciais em PDF. /// Ou click aqui para acessar uma página especial com mais detalhes.

Este é um blog experimental, no mais amplo sentido que a palavra possa ter. Aqui só quero mesmo é te fazer pensar.
Contra ou a favor ao que proponho — não importa.
Mas, pensar.


Mulheres
MEU JEITO DE ESCREVER
.Solidão a Mil.
Navegar é preciso. Viver é necessário.
Te amo quando aplaudo teus desejos de voar.


Comercial da Fiat para TV - feito pela Leo Burnett - Poema Mude

O processo Mude - Clarice Lispector

Não existem verdades definitivas. O que existem são interpretações elaboradas sobre aspectos da realidade — comprováveis ou não — mas necessariamente condicionadas pelo ponto de vista, visão do mundo, e capacidade intelectual de quem as propõe.

Algumas Perguntas

Amo a Liberdade como se não pudesse amar outra coisa. Eu defendo o Amor Livre, pois o contrário seria defender o amor preso. Afinal, sou bisneto da rebeldia... Bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade, e amante de todos os meus amores. No céu da minha boca não há fogos de artifício: só estrelas.

Google Art Project !

Paulo Coelho publicou-me no Twitter e Facebook (em inglês), além de publicar o poema Mude em suas colunas, em mais de dez jornais do Brasil e do exterior — sem citar-me como autor. /// Click aqui.


Change. But start slowly, because direction is more important than speed.
Apesar de Paulo Coelho ter dito que essa frase é dele, não é. Sou o autor. Confira: são exatamente os versos iniciais do poema Mude.


Daqui você sai diferente do que era quando entrou. Eu quero te provocar, intelectualmente. Quero que você suba ao palco da Vida agora mesmo. Por isso é que nas cadeiras poéticas do meu blog eu coloco um monte de pregos instigantes e palavras que te ferem de algum modo, deliciosas...

Eu te provoco com metáforas de açúcar. Eu te cutuco com verbos e delícias insistentes. Eu te cutuco com flores e estrelas — todo dia — porque quero que você pense de modo diferente. Quero que você mude. Quero que você viva. Quero que você dance no arco-íris de um violino que se chama Liberdade.



Mude no CD Filtro Solar - Pedro Bial faixa 4 - Simone Spoladore


Video com o Poema Mude - em versão minimalista interessante.


O que penso do ciúme...

"Tu te tornas eternamente responsável...?"

Veja aqui minha biografia zen

SOLIDÃO X SOLITUDE



Veja meu perfil quase completo


@EdsonMarques

Veja aqui um Projeto Cultural Inovador

Meus projetos em Arquitetura

"Mude é viver. Num nível que poética é a luta que não decepciona. A sinceridade de Edson Marques explode nesse poema que, evidentemente, Clarisse Lispector aplaudiria pelo risco corajoso de querer movimentar o volume dos cérebros que o leem. Um poema que enobrece e que não imita, cria beleza na dimensão que desenvolve o talento para que as inibições particulares não apodreçam o homem. É um estilo de provocação apaixonante e não existe um leitor que não fique preso às palavras de coragem que mostram a necessidade de não nos enganarmos sobre nós mesmos. Meu aplauso." — Este é o prefácio de Antonio Abujamra ao meu livro Mude

Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Poema MUDE - Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167


Mude
Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo sabor,
o novo prazer, o novo amor.
(...)
Tente.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
(...)
Só o que está morto não muda !
Edson Marques


Leia o poema todo no final desta coluna.

Mude - no CD Filtro Solar do Pedro Bial
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Manual da Separação


Sou apenas um poeta

Mas estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.


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Eis o primeiro video do poema Mude, com música de Tom Petty


Aqui o famoso Comercial da Fiat - veiculado na Globo e SBT.

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Veja aqui o espantoso caso em que o filho de Clarice Lispector vendeu um poema de Edson Marques para a Fiat, por quarenta mil dólares. Isso foi há dez anos. E ele ainda não devolveu o dinheiro.


LEI DOS DIREITOS AUTORAIS

Mataram a formiguinha
Breve análise psicológica do assassininho.


Dilma Rousseff

Virgem Maria - uma história

Infinito Jantar Feminino

A vida tem dois caminhos




Luz no fim do túnel...

Dia Internacional do Homem

Não estou à venda!

MUDE - em inglês: versão NÃO autorizada - feita por Paulo Coelho
No Twitter Paulo Coelho também cita o Mude / Change

O Professor

Baixe aqui um áudio gravado por mim
Trinta minutos de provocações poéticas sobre como viver a vida.

Para ouvir, use Windows Media Player.


As 50 questões em PowerPoint - texto.

Toninho Garcia falando de MUDE


Acione o botão acima e ouça algumas propostas

Gravação caseira feita por mim em 1997.

Originais do livro Solidão à Mil
Aqui você poderá ler meus textos mais longos.


Sou apenas um poeta

Escolha este blog como sua Página Inicial.

Já estamos quase no fim do ano que vem...

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Ana Maria Braga declama o poema Mude.
E pela segunda vez no Mais Você...

Mude original - por Camila Bossolan

Video MUDE com música de Tom Petty

Mude - no CD Filtro Solar do Pedro Bial



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Obra Parada!

Viver a Vida



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2011


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Seguem alguns textos meus que me são fundamentais:

01. EU TE AMO
02. Eu não te amo...
03. Algumas Perguntas
04. Sem medo e sem pressa
05. Sete Personagens à Procura de Mim
06. Separem-se no Pico
07. Abençoado pelos Espíritos Santos
08. Fiquei sete anos sem fazer amor...
09. Edna Mary Rangel
10. Vídeo Mude - flash
11. Elogios e Críticas
12.
Paritosh Keval
13. Meu conceito de Loucura
14. Nas horas vagas eu trabalho...
15. O Amor é eterno - as relações são passageiras.
16. O Provocador Abujamra
17. Minha mãe e eu
18. Joyce Ann.
19. Minha Vó Vitalina
20. Sou Bisneto da Rebeldia
21. As portas escancaradas do mundo
22. A vida está por um fio
23. Meu pai também era louco...
24. Tio Benedito Marques
25. Minha Mãe também se casou...
26. Projeto Cultural Revolucionário
27. Lúcifer - o iluminador
28. Dê-me a honra de ser a sua Página Inicial.
29. O maior amante do mundo
30. Desafiat
31. Mundançar
32. Patricia e Suzana
33. U-Net - uma idéia futurista
34. Sem tesão não há solução
35. Tudo que aqui escrevo é real
37. Aventura Inesquecível
38. O Pão da Minha Mãe
39. Se eu pudesse começar de novo...
40. Uma sinopse — por Lima Coelho
41. O Livro de Jó
42. Se não for agora, quando?
43. As idéias do Outro
44. Minha primeira noite..
45. O Professor
46. Mude no Submarino
47. Meu livro Manual da Separação
48. Mude em espanhol
49. Separem-se no Pico, outra vez!
50. Mude no jornal A Tribuna
51. Mulheres
52. Meu pai
53. A Lady e a Barraqueira
54. Abujamra e o prefácio do livro Mude.
55. Projeto Cultural Revolucionário
56. Meus professores
57. Vitalina Botticelli
58. Minha Mãe
59. Sem fome Sem sono Sem pressa Sem dor
60. O dia em que Mona Lisa chorou
61. Feliz 2008
62. Sou Bisneto da Rebeldia
63. Cachoeiras de São Francisco
64. Em nome da Vertigem
65. O Poeta e o Filósofo
66. Poema MUDE em italiano
67. Vídeo Mude
68. Presente de Aniversário
69. Diana e seus peitinhos...
70. Comercial da Fiat - MUDE
71. Video Mude em flash
72. Dicionário de Português
73. Divino Jantar
74. Kira
75. Prêmio Cervantes Ibéria 1993
76. I celebrate myself
77. Abujamra interpreta Mude
78. Os seios de minha Mãe
79. Meu mais recente amor eterno
80. Além de Loucura, Deus me deu Razão
81. Ontem salvei uma vida
82. Posso estar certo
83. Éramos diferentes...
84. Desmandamentos.
85. Uma ideia para o Metrô SP
86. Muro de Berlim
87. Ordem de Prisão contra mim
88. Tristeza e depressão
89. Nenhum dos meus mamãos me compreende
90. Paulo Coelho plagia Edson Marques
91. A vida é um jogo
92. Só os inteligentes se salvam
93. Eu, Jesus e Henry Miller
94. Tudo por um livro do Edson!
95. Teoria do Acaso
96. Um bruto com coração
97. Ciúme versus Amor
100. Paulo Marinho - uma homenagem

Nossa equipe está buscando e denunciando plágios de textos de Edson Marques, especialmente do poema Mude, por causa do julgamento do processo contra os herdeiros de Clarice Lispector.
— Você acha correto publicar um texto alheio sem citar o autor?
Publicar sem citar a fonte é Plágio. E plágio é uma coisa ridícula...



.. Jean Gabin - Je sais.


Veja aqui quem ilumina o blog Mude.
Por país – por cidade.
Desde 25/09/2007.


Às vezes altero textos antigos e os republico
aqui - só para que novos leitores os conheçam,
e também para que você teste sua memória...


LEI DOS DIREITOS AUTORAIS

A Hering também publicou meu poema Mude



Minha literatura é feita de excessos.
Eu falo de Amor e Liberdade.
Só escrevo para loucos brilhantes
e jovens de espírito.
Se você não for nem uma coisa,
nem outra,
não vai gostar do que eu digo.


Mude

Meu livro "Manual da Separacao"
pode ser encontrado, entre outras livrarias,
na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
Em Santos => Realejo Livros - (13) 3289.4935

Vídeo Mude - em flash

Poema MUDE - Autor: Edson Marques
Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167


Mude

Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as
.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques.


Change
Only what is dead does not change
- and you are alive.
Versão em inglês feita por Paulo Coelho, adulterada, e sem minha autorização.


Bibliotecários


Video MUDE - Fiat

O "Manual da Separação" pode ser encontrado, entre outras livrarias, na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
E também na Realejo Livros - Santos - (13) 3289.4935





O livro Mude está à venda nas livrarias
Cultura
Fnac
Saraiva
Melhoramentos
Siciliano
e no Submarino



São Paulo 11-3088.8444




Todos os textos daqui foram escritos por mim. Inclusive, é claro, o poema Mude — que muita gente acha que é da Clarice Lispector.



Foto feita por Suzana. Parati, 1999.


Meus anos podem ser poucos, e podem ser breves
- mas são todos loucos.


Edson Marques



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